Entre a fé e o chamado: do hábito religioso à vida diocesana
Conheça o testemunho do seminarista Elton Caraski.
RELIGIÃOVIDA EM TESTEMUNHO


Elton Caraski, descobriu sua vocação ainda jovem, quando atuava na Paróquia São José. Em 2014, iniciou encontros vocacionais e ingressou na Fraternidade São Francisco de Assis, onde viveu nove anos de missão. Em 2025, retornou ao seminário diocesano para concluir os estudos de teologia, com o desejo de ser ordenado padre. Ele afirma que a formação o transformou profundamente, tanto na fé quanto como ser humano. Hoje, sente-se chamado à missão, disposto a servir nos lugares mais esquecidos. Sua caminhada é marcada pela entrega, estudo e oração, mostrando que a vocação nasce do diálogo entre o coração e o chamado de Deus.
Foto de divulgação: Arquivo pessoal
A vocação nasce, muitas vezes, no silêncio das escolhas. Foi assim com Elton Luis Caraski, de 30 anos, natural de Itajobi (SP), que desde jovem sentiu o coração pulsar mais forte pelos caminhos da Igreja. Participante ativo da Paróquia São José, ele recorda que a semente do chamado surgiu ainda na juventude: “Eu já participava ativamente na paróquia quando tinha 16, 17 anos. Depois que terminei o ensino médio, entrei na faculdade, mas logo vivi uma grande crise, porque os compromissos acadêmicos começaram a chocar com os da Igreja”, relembra.
Esse conflito interior o levou a um profundo processo de discernimento. “Eu entendi que precisaria escolher: ou seguiria uma vida profissional, ou abraçaria a vida religiosa”, conta. Com o apoio de um padre, Elton iniciou os encontros vocacionais em 2014, em Catanduva, e também conheceu a Fraternidade São Francisco de Assis, onde ingressou para viver uma experiência mais profunda de fé. Foram nove anos de convivência e missão, até que, em 2023, discerniu um novo passo: “Senti que era o momento de seguir outro caminho e, em 2025, retornei ao seminário diocesano para concluir os estudos de teologia. Se Deus quiser, em breve serei ordenado padre.”
O processo formativo, segundo ele, foi essencial para moldar não apenas o sacerdote, mas o homem: “A formação me ajudou a aprofundar minha fé, ampliar o conhecimento e crescer como pessoa. A dimensão humana foi a mais transformadora: tornei-me alguém mais coerente, mais ‘pé no chão’. Quebrei preconceitos e aprendi a olhar a vida com mais profundidade.”
Quanto ao futuro, Elton fala com serenidade e entrega: “O futuro pertence a Deus, mas tenho um desejo grande de missão. Já trabalhei em regiões missionárias e sinto o chamado para servir onde mais se precisa, até nos lugares onde ninguém quer estar. Quero continuar dizendo ‘sim’ à vontade de Deus.”
Entre os livros e a oração, Elton segue trilhando o caminho que une o estudo e a fé, o discernimento e a entrega. Sua história lembra que a vocação é um constante diálogo entre o coração humano e o chamado divino, um diálogo que, em cada resposta, se torna testemunho vivo de amor e serviço.
